Por uma ponte frágil
Que se desmancha ao meu andar
Por um tumulto de sentimentos
Alguns capazes de magoar...
Vou seguindo, com medo de cair
Com medo que o vento sopre forte
Tão forte quanto conseguir!
E assim, tome sua a minha sorte.
Na ponte vejo o Mundo
Que se abre debaixo dos meus pés
Sinto as estrelas pouco acima de mim
Posso tocá-las, uma de cada vez.
Continuo o caminho
Com as mãos sangrando de tanto me agarrar.
Olho para trás e não te vejo
Não sei quando paraste de andar.
Terás deixado vencer-te pelo Mundo?
Terás voltado para o seguro, o conhecido?
Não sou cobarde e vou em frente...
Mesmo que com isso te tenha perdido.

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